Terapia genética mais próxima de produção em massa

Pesquisadores da Finlândia e da Letônia foram bem sucedidos ao usar o composto 1,4-DHP como portador não-viral para introduzir DNA no núcleo de células em tratamentos genéticos. Além de ser mais eficiente que outros portadores sintéticos já conhecidos, o 1,4-DHP não ativa a resposta do sistema imunológico que normalmente ocorre quando se usa portadores virais.
Com isso, aumentam as chances de sucesso no tratamento de genes defeituosos, de doenças hereditárias, cardiovasculares e neurodegenerativas e em estágios precoces de câncer.
As pesquisas são realizadas em conjunto pela Universidade de Helsinqui (www.helsinqui.fi/university) , na Finlândia, e pelo instituto Letão de Síntese Orgânica (www.osi.lv), na Letônia,
Com portadores virais, o DNA é transportado para a célula dentro de uma “bolha” que envolve a partícula viral. Uma vez lá dentro a bolha se rompe e o DNA é injetado no núcleo. As desvantagens desse método são que ele aciona a resposta do sistema imunológico do paciente e o Viruá pode sofrer mutações.
“A molécula formada pelo DNA e o 1,4-DHP é muito pequena, tem diâmetro entre 10 e 50 nm, que facilita a penetração das nanopartículas na célula”, explica o professor Arto Urtti, da Universidade de Helsinqui.
O estudo faz parte do projeto Eureka E! 3371 de Transferência de Genes, financiado pela organização intergovernamental de pesquisas Eureka (www.eurekanetwork.org), mantida por 17 países e membros da Comunidade Européia.

Fontes: Science Daily e Eureka, publicada na revista Medicina Laboratorial, Ed. 15, agosto de 2010.